Fachada da sede do Rotary em Valinhos, na Rua Doze de Outubro, 635, Vila
Santana.
O Rotary Club, em parceria com o Hemocentro da Unicamp,
promove campanhas mensais de doação de sangue em Valinhos. A próxima campanha
será no dia 17 de dezembro, terça feira, das 8h às 12h. O principal objetivo de
trazer a campanha para Valinhos é facilitar a doação de sangue na cidade. Todo
mês, o Hemocentro disponibiliza uma equipe que percorre a região realizando a
coleta. As datas da campanha são pré-fixadas num calendário anual e podem ser
acessadas por meio do site do Rotary Valinhos.
Carlos Alberto Zanivan,
60 anos, professor aposentado e um dos membros organizadores da campanha do
Rotary, estima uma coleta de aproximadamente 70 bolsas de sangue mensalmente.
Segundo ele, logo no início a campanha era feita semestralmente, logo se
percebeu a necessidade de aumentar a frequência devido ao grande número de
bolsas acumuladas e a validade do material coletado. Ainda sim, o número é
pequeno comparado à demanda: “A Santa Casa de Valinhos recorre a um numero
maior de bolsas de sangue do que coletamos”, diz o professor.
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| Carlos Alberto e Cleide Zanivan, casal membro do Rotary que participa da organização da campanha. |
Uma queda
considerável nos bancos de sangues ocorre especialmente em meses de inverno,
como Julho, e de Novembro a Janeiro. O Hemocentro da Unicamp notificou uma
queda de 30% nas coletas de Outubro. “Estamos preocupados com a campanha do dia
17, pois terá muitas confraternizações.” Diz Cleide Ferrari Zanivan, 58 anos,
professora aposentada e membro da equipe de coleta do Rotary. O Dia
Internacional do Doador de Sangue ocorre em 25 de novembro e busca
conscientizar as pessoas sobre a necessidade de ser doador: Devido aos
feriados, sobe o número de acidentes nas estradas, fazendo com que a demanda
durante o final do ano cresça e não haja estoque o suficiente.
O Rotary é responsável por ceder o espaço, no bairro Vila
Santana, e pela divulgação para os jornais, rádios, igrejas e comércios da
cidade. Ainda sim, a campanha esbarra em alguns preconceitos, principalmente
religioso. “Doar sangue não engorda, não emagrece, não exige que a partir
daquele momento você doe sempre. Isso tudo é mito.” diz Carlos. “Você vê que o pessoal sai daqui satisfeito.
Quando o pessoal entra na triagem e não pode doar, eles saem bravos, tristes.
Os que conseguem doar saem daqui bem e alegres.” Diz Cleide.
O perfil dos doadores costuma ser bem variado, com cada vez mais
adesão entre os jovens. Doador há mais de 20 anos, Celso de Antônio Júnior, 46
anos, engenheiro, destaca que continuar as campanhas para conscientizar um
número maior de pessoas pode fazer diferença. “É um trabalho de formiguinha.”
Diz ele. “Cá entre nós, a agulha é o menor dos problemas. O bem que a gente faz;
não é uma picadinha de agulha que vai fazer a diferença.”
Os doadores Celso Antônio Júnior e Robson Afonso Ruedel destacam a comodidade de se ter um posto de coleta em Valinhos.
Ainda sim, o fator comodidade influencia na decisão: a maior
dificuldade é a falta de disponibilidade de datas e horários nos finais de
semana. “Eu já entendia a importância, mas eu confesso que a comodidade de
estar perto somou para que eu pudesse vir. Eu acho que se houvesse uma
conscientização de outras instituições além do Rotary, teríamos mais adesão. É
um ato de amor sim, mas a comodidade pesa.” Diz o empresário Robson Afonso
Ruedel, 40 anos. Incentivado pela mãe, ele se programa para doar sangue. “É
importante que as pessoas com quem você vive te incentivem a fazer algo assim.
O exemplo que você dá faz com que as pessoas se entusiasmem. Uma boa ação se
multiplica sozinha só das pessoas verem.”
Veja como essa matéria ficou diagramada para o jornal impresso aqui!
Produzi esta matéria para Técnicas de Redação em Jornalismo Impresso, no segundo semestre, em 2019, para avaliação da professora Ciça Toledo. Foi a primeira vez em que fui em um evento em que eu não conhecia ninguém, então lembro de chegar no Rotary muito acanhada para fazer as entrevistas. Eu tinha acabado de comprar a minha câmera e ainda estava aprendendo a usar o equipamento. Fiz a diagramação para o impresso no InDesign, programa que sequer conhecia, nas aulas de Design de Notícias.





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