sábado, 18 de janeiro de 2020

Rotary faz campanha de doação de sangue

Cerca de 70 bolsas são coletadas mensalmente, mas o número ainda é pequeno diante da demanda.


Fachada da sede do Rotary em Valinhos, na Rua Doze de Outubro, 635, Vila Santana.

O Rotary Club, em parceria com o Hemocentro da Unicamp, promove campanhas mensais de doação de sangue em Valinhos. A próxima campanha será no dia 17 de dezembro, terça feira, das 8h às 12h. O principal objetivo de trazer a campanha para Valinhos é facilitar a doação de sangue na cidade. Todo mês, o Hemocentro disponibiliza uma equipe que percorre a região realizando a coleta. As datas da campanha são pré-fixadas num calendário anual e podem ser acessadas por meio do site do Rotary Valinhos.

Carlos Alberto Zanivan, 60 anos, professor aposentado e um dos membros organizadores da campanha do Rotary, estima uma coleta de aproximadamente 70 bolsas de sangue mensalmente. Segundo ele, logo no início a campanha era feita semestralmente, logo se percebeu a necessidade de aumentar a frequência devido ao grande número de bolsas acumuladas e a validade do material coletado. Ainda sim, o número é pequeno comparado à demanda: “A Santa Casa de Valinhos recorre a um numero maior de bolsas de sangue do que coletamos”, diz o professor.

Carlos Alberto e Cleide Zanivan, casal membro do Rotary que participa da organização da campanha.
Uma queda considerável nos bancos de sangues ocorre especialmente em meses de inverno, como Julho, e de Novembro a Janeiro. O Hemocentro da Unicamp notificou uma queda de 30% nas coletas de Outubro. “Estamos preocupados com a campanha do dia 17, pois terá muitas confraternizações.” Diz Cleide Ferrari Zanivan, 58 anos, professora aposentada e membro da equipe de coleta do Rotary. O Dia Internacional do Doador de Sangue ocorre em 25 de novembro e busca conscientizar as pessoas sobre a necessidade de ser doador: Devido aos feriados, sobe o número de acidentes nas estradas, fazendo com que a demanda durante o final do ano cresça e não haja estoque o suficiente.

O Rotary é responsável por ceder o espaço, no bairro Vila Santana, e pela divulgação para os jornais, rádios, igrejas e comércios da cidade. Ainda sim, a campanha esbarra em alguns preconceitos, principalmente religioso. “Doar sangue não engorda, não emagrece, não exige que a partir daquele momento você doe sempre. Isso tudo é mito.” diz Carlos.  “Você vê que o pessoal sai daqui satisfeito. Quando o pessoal entra na triagem e não pode doar, eles saem bravos, tristes. Os que conseguem doar saem daqui bem e alegres.” Diz Cleide.

O perfil dos doadores costuma ser bem variado, com cada vez mais adesão entre os jovens. Doador há mais de 20 anos, Celso de Antônio Júnior, 46 anos, engenheiro, destaca que continuar as campanhas para conscientizar um número maior de pessoas pode fazer diferença. “É um trabalho de formiguinha.” Diz ele. “Cá entre nós, a agulha é o menor dos problemas. O bem que a gente faz; não é uma picadinha de agulha que vai fazer a diferença.”

Os doadores Celso Antônio Júnior e Robson Afonso Ruedel destacam a comodidade de se ter um posto de coleta em Valinhos. 

Ainda sim, o fator comodidade influencia na decisão: a maior dificuldade é a falta de disponibilidade de datas e horários nos finais de semana. “Eu já entendia a importância, mas eu confesso que a comodidade de estar perto somou para que eu pudesse vir. Eu acho que se houvesse uma conscientização de outras instituições além do Rotary, teríamos mais adesão. É um ato de amor sim, mas a comodidade pesa.” Diz o empresário Robson Afonso Ruedel, 40 anos. Incentivado pela mãe, ele se programa para doar sangue. “É importante que as pessoas com quem você vive te incentivem a fazer algo assim. O exemplo que você dá faz com que as pessoas se entusiasmem. Uma boa ação se multiplica sozinha só das pessoas verem.”



Veja como essa matéria ficou diagramada para o jornal impresso aqui!


Produzi esta matéria para Técnicas de Redação em Jornalismo Impresso, no segundo semestre, em 2019, para avaliação da professora Ciça Toledo. Foi a primeira vez em que fui em um evento em que eu não conhecia ninguém, então lembro de chegar no Rotary muito acanhada para fazer as entrevistas. Eu tinha acabado de comprar a minha câmera e ainda estava aprendendo a usar o equipamento. Fiz a diagramação para o impresso no InDesign, programa que sequer conhecia, nas aulas de Design de Notícias.

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